GranatumCast | Temporada 2

Código Granatum | Temporada 1

Código Granatum | Temporada 1

#6

Menos repetição, mais inovação

Menos repetição, mais inovação

Menos repetição, mais inovação
Menos repetição, mais inovação
Menos repetição, mais inovação

Temas Relacionados ao Episódio

Temas Relacionados ao Episódio

  • Automação com critério

    Observação primeiro, código depois. Chatbot até certo ponto; nas conversas complexas, gente de verdade.


  • Processos definidos x empíricos

    O que tem passo a passo claro vira automação; o que exige julgamento e criatividade fica com o time — aí mora a inovação.


  • Menos desperdício, mais valor

    Construir só o que é usado, medir impacto e cortar o resto.


  • Restrições que focam

    Financiamento com caixa próprio força escolhas melhores e combate a tentação de automatizar tudo.


  • Uso interno que vira produto

    Do gatilho “pagou → emite NFS-e” às cobranças e integrações: muitas automações nasceram do nosso uso interno.


  • Automação para liberar talento

    Menos tarefa mecânica, mais tempo para pesquisa, causa-raiz e melhorias contínuas.


  • Testar antes de automatizar

    Aprender tem mais importância do que escalar. Primeiro entende a necessidade, depois automatiza e só depois, escala.

Transcrição do Episódio

Mariana Prado:

Você está ouvindo Código Granatum, conversas diretas sobre tecnologia cultura e um caixa saudável. Eu sou Mari Prado, do time de Sucesso do Cliente e comigo estão Flávio Logullo e Matheus Haddad, dois dos cofundadores do Granatum.

Nos últimos episódios, a gente conversou sobre o Granatum ter um time enxuto, consequência do nosso modelo de gestão e do nosso olhar atento para o dia a dia. Tem tarefas que a gente faz sem nem pensar, todo dia do mesmo jeito, é como se fizesse parte do nosso DNA de trabalho, mas, e se, a gente se questionasse: será que precisa ser assim?

No Granatum, a gente sempre acreditou que o crescimento não vem de trabalhar mais, ele vem de trabalhar melhor, e isso muitas vezes significa revisar processos e automatizar as tarefas.

E aí que eu pergunto pra vocês, Floz e Matheus, como funciona essa dinâmica no dia a dia do Granatum, pra diferenciar o que que vale a pena ser automatizado e o que que a gente mantém como tá?

Flávio Logullo:

Muito bom. Mais uma vez a gente tá falando de cultura. Mais uma vez. Nascendo de dentro de uma empresa de software, buscando desenvolver software de maneira enxuta, de maneira ágil, a gente teve contato com práticas que levaram a gente a desenvolver esse tipo de pensamento trezentos e sessenta graus né, então a gente passou por treinamentos muito importantes sobre Extreme Programming no começo da nossa empresa, onde levava a gente a entender o que é que a gente precisava produzir, em termos de código que não fossem desnecessários porque o Matheus trouxe os dados do Kyle Report do Kyles report né, em um nos episódios anteriores aí, e esse era um problema que a gente tava investigando.

Se a gente tem 20% só das funcionalidades de um software ou um projeto que que funcione só é 20% aproveitado, então a gente tá produzindo muita coisa desnecessária. E a gente passou por esse exercício, primeiro no software, por isso que antes de tudo o Granatum é uma empresa de software né, a gente tá vendo é os aprendizados eles vem daí. Então a gente passou por exercitar muito esse lugar de não desperdício, de atenção ao que está sendo produzido e essa atenção, de novo, trezentos e sessenta graus e isso a gente expandiu não só pro código, nasce a partir do código, mas para todos os processos então, já citei o Maurício, cito de novo o Maurício, que é ele é uma figura emblemática dentro do Granatum, porque ele sempre está atento ao que se repete.

Então mesmo que quando a gente tá tentando discutir qual é a melhor maneira de repetir aquela coisa, ele fala assim mas por que que a gente tem que repetir aquela coisa, e isso também se dá por conta de tudo que a gente vem falando nos últimos episódios, sobre a atenção que a gente tem que ter na entrega de valor e na eficiência operacional.

A gente nasce sendo financiado por, financiado por nós mesmos, então os recursos financeiros eram escassos, isso obrigatoriamente faz a gente ter o exercício de pensar. Por isso que eu eu sempre passo aos amigos que empreendem quando a gente conversa, essa semana mesmo eu tive algumas conversas, e o papo sempre é esse, que eu eu dou sempre essa dica, eu falo, quando a gente tem abundância de dinheiro de tempo né, quando a gente tem algum tipo de de abundância a gente tende a desperdiçar, seja o que for, e quando a gente delimita e define restrições muito claras, para execução de qualquer coisa que seja, a gente obrigatoriamente tem que pensar melhor em como é que a gente vai executar aquilo.

E dentro do Granatum, está muito relacionado com a observação. Então a gente tem algumas premissas importantes porque também não é, vamos automatizar tudo né, a gente gosta desse contato próximo com cliente, por exemplo, então, vamos colocar um chatbot para conversar com os nossos clientes? Sim, existe um chatbot para conversar com os nossos clientes até determinado ponto, a partir de outro ponto não. Vamos automatizar um determinado processo de marketing? Vamos só até determinado ponto. Então tudo isso parte dessa observação, e de entender o que que é de fato mais valoroso para quem recebe né, os nossos clientes, os nossos fornecedores, quem tá ao nosso redor e pra quem produz o quão é importante ou quanto de valor isso, essas automações geram.

Então o exercício de observação ele também é muito importante nessa etapa para entender o que é que vai ser automatizado o que que não vai ser automatizado.

Matheus Haddad:

Eu acho que para trazer uma visão um pouquinho mais técnica aqui desse ponto de automatização de processos, eu acho que vale lembrar que existem dois tipos principais de processos, aí que a gente lida dentro de uma organização. A gente tem processos definidos, que são aqueles que a gente consegue estabelecer um passo a passo né, o que eu devo fazer, quais são as entradas, quais são as saídas, e esses processos eles podem ser automatizados por software, por exemplo, ou podem ser executados de maneira repetitiva por uma pessoa.

Então o Flávio ele disse bem né, talvez em alguns processos definidos a gente possa automatizar até certo ponto e dali em diante a gente poderia também ter uma pessoa executando as próximas etapas, só que com o diferencial que ela estará atenta a nuances né, a outras possibilidades daquele processo acontecer. Porque existe um outro tipo de processo além dos definidos, que é o processo empírico, que é aquele que a gente descobre como executar enquanto está executando.

Então eu sempre gosto de dar o exemplo de como a gente aprende a andar de bicicleta. Aprender a andar de bicicleta é um processo empírico, cada um descobre de uma forma e por mais que eu tente explicar a minha forma para outra pessoa, não adiantará nada, até o momento que a pessoa tentar por ela mesma aprender a andar de bicicleta.

Então processos empíricos são aqueles onde a criatividade atua mais fortemente, onde a decisão humana, o envolvimento de uma pessoa é determinante para que a gente consiga entender onde está o valor e onde não está o valor. E mesmo em épocas aí da inteligência artificial né, fazendo parte desse processo criativo, em muitos pontos o olhar humano, a sensibilidade, a criatividade ainda será fundamental.

A gente sabe que isso faz muita diferença até retomando esse exemplo que o Flávio trouxe do chatbot né é muito diferente, eu querer resolver um problema simples com o chatbot e talvez isso seja suficiente, ou eu querer discutir um problema mais complexo e querer ter uma outra pessoa do outro lado que entenda minha perspectiva, que perceba o meus sentimentos e que me ajude a encontrar uma solução que de repente não era esperada né e isso pode gerar uma inovação ou até mesmo um novo produto dentro do Granatum.

Então esse equilíbrio entre o que é definido e o que é empírico, com o passar dos anos, a gente viu mudar no mercado. Então antigamente a gente tinha uma predominância ou uma importância maior dos processos definidos, por isso que muitos deles foram automatizados, sejam com máquinas, sejam com software.

Agora de um período pra cá, eu acho que desde quando a gente viu o mercado ficar mais globalizado, a internet se espalhar e tudo mais, a gente começou a observar uma predominância nos negócios dos processos empíricos. E aí, cabe a cultura organizacional lidar com isso, ou seja, envolver as pessoas de uma forma que todas elas coloquem as suas capacidades, as suas capacidades cognitivas né, de resolver problemas, de achar soluções novas e de inovar.

Então nem tudo deve ser automatizado e ainda bem que algumas coisas não serão, porque talvez, alguns pontos, que vão diferenciar uma empresa da outra no futuro, será exatamente a atuação das pessoas de uma maneira não automatizada, mas vivencial, empírica dentro do próprio negócio.

Flávio Logullo:

Esse é o cuidado que a gente teve, a gente tem né muito aqui, porque a gente quer ainda manter apoiado tudo, todo esse processo de aprendizado empírico. E nesse momento vamos falar do mundo, no momento, a gente precisa aprender muito né, estamos numa fase de aprendizado gigante, mas é muito do que do que foi desenvolvido no próprio Granatum está relacionado com essa observação que a gente faz né dentro dos processos de trabalho que acontecem dentro de nós mesmos.

Então quando a gente tem a emissão automática de nota fiscal, a partir de um gatilho, que seja, por exemplo, se o cliente pagou o boleto eu emito a nota fiscal ou eu emito a nota fiscal e aí gera o boleto pro cliente, então esse tipo de automação ele está na ferramenta, mas ele também nasce dentro do Granatum, a partir da nossa observação.

Então nós não temos um um perfil padrão de mercado, aqui dentro a gente tem muito, Maurício fala muito isso né, a gente tem muito esse perfil de, buscar a eficiência operacional a partir de automações. Então tudo que pode ser integrado a gente quer integrar, tudo que pode ser automatizado né, dentro desses processos repetitivos que são possíveis de serem automatizados, a gente quer automatizar.

Justamente porque a gente quer liberar o tempo né, a nossa capacidade de pensamento de exercitar a criatividade, de exercitar essa observação mais profunda dentro dos problemas de investigação de causa raiz. Falei muito sobre isso né, também em outros episódios. A gente quer liberar o nosso tempo, a nossa capacidade humana de executar esse tipo de tarefa que não é automatizada, automatizável pra se dedicar a isso.

Então, eu entendo que isso reverbera de uma maneira geral na qualidade do que a gente entrega pros nossos clientes. Existe um frenesi muito grande quando você cria uma primeira automação que dá muito certo, por exemplo, né o meu processo de cobranças, tinha três pessoas dentro do do processo e eu levava sei lá, cinco dias dessas três pessoas, e existia erro, existia falha humana. Quando você adota, por exemplo, o Granatum e começa a executar isso no no automático, é tão maravilhoso aquilo né, o processo funciona de uma forma tão fluída que você tende a ir pra um lugar de agora eu quero automatizar tudo, e é esse olhar criterioso sobre o que é automatizável e o que não é, eu acho que é bastante importante.

Sempre focando e cada vez mais nessa nossa capacidade de aprender empiricamente né, de fazer observações relacionadas com a nossa própria capacidade de pensamento humano. A gente tem muita essa preocupação aqui dentro do Granatum também e talvez, as decisões sejam muito acertadas porque a premissa já parte desse lugar. Então toda sugestão que o Maurício ou que qualquer outra pessoa do time tenha com relação a automação, sempre leva em consideração que é aquilo que vai ser automatizado.

Porque tudo dá pra automatizar, mas aquilo que vai ser automatizado de alguma forma vai gerar valor internamente pro nosso time também, pra liberar esse tempo, pra começar a ter mais liberdade, para investir mais tempo em pesquisas, em aprendizado, em interações com outras pessoas que tenham mais valor pelo simples fato de não serem automatizáveis.

Mas eu entendo que toda empresa deveria olhar agora nesse momento e buscar se tornar mais eficiente, porque pra nós foi determinante pra gente conseguir, ao longo de dezesseis anos, num mercado altamente competitivo que é o mercado do Granatum, a gente conseguir crescer de forma saudável com as nossas premissas, desenvolvendo um produto excelente, dentro desse mercado competitivo, tem muito a ver com olhar pra o que a gente tá executando e fazer melhorias nos processos que a gente tem da melhor maneira.

Então fazendo essas automatizações, criando esse espaço, criando essa eficiência, dentro do nosso próprio negócio. Isso foi determinante pra gente conseguir executar o nosso negócio com várias restrições financeiras, restrições de tempo, restrições de pessoas né, de time, de fazer escolhas, a gente vai fazer uma melhoria processual aqui, com automações ou a gente vai montar um time de execução?

Porque é interessante pensar, às vezes a gente leva o debate para um lugar de as automações estão tirando emprego das pessoas a gente tá sendo eficiente e não tá dando espaço pras pessoas, mas ao mesmo tempo, a repetição mecânica faz com que toda a capacidade humana seja absolutamente subestimada e isso também não é saudável pro ser humano, isso também não é bom pra quem tá ali fazendo aquela tarefa repetitiva que invariavelmente será substituída por um robô ou por uma automação qualquer.

Não é saudável pra ninguém e é desperdício né da capacidade humana. Se a gente não olhar nesse momento mesmo e entender que a produtividade pode também ser um gatilho pra gente ter pessoas mais felizes e mais produtivas dentro do nosso próprio negócio.

Matheus Haddad:

Eu vou dar um monte de passos pra trás agora e lembrar que, lá no início da WebGoal, a gente precisava controlar as nossas finanças, não é? Era uma empresa nascente, a gente tinha ali poucos clientes, muito pouco dinheiro, mas a gente precisava contar os centavos ali pra conseguir deixar nossa operação em dia e ter um fluxo de caixa positivo.

Então naquela época a gente começou a fazer um controle de uma maneira muito incipiente usando algumas planilhas né e aprendendo aí as teorias e as práticas relacionadas com gestão financeira de uma empresa. E a partir da vivência desse processo de controle financeiro, a gente criou um sistema de controle financeiro que automatiza esse controle, que automatiza a consolidação desses resultados financeiros para que a gente pudesse ter mais disponibilidade de tempo para o próprio negócio, esse sistema veio a ser o Granatum.

Então o Granatum, ele já é uma sistematização, uma automação da parte essencial, da parte principal da gestão financeira de um negócio. E aí a gente teve um outro desafio com o Granatum, depois que a gente resolveu transformá-lo num produto e comercializá-lo com outras empresas, que foi conhecer como o Granatum impactaria o dia a dia das operações dessas empresas e a vida das pessoas que iriam operar ou estar de alguma forma relacionada com o Granatum no dia a dia daquela empresa.

E isso tem a ver com a experiência de uso, que é um processo totalmente empírico, porque depende de cada usuário, depende de cada contexto, depende de cada situação, depende de cada problema a ser resolvido com ajuda do Granatum. E aí passamos anos a fio, aprendendo não só com a gente mesmo, porque a gente também é usuário do Granatum desde o início, mas com os primeiros clientes que puderam, a partir de feedbacks, nos orientar a respeito de como deveríamos estabelecer as interfaces ou criar os processos para que eles pudessem ser mais eficientes e puderem ser automatizados consequentemente nas suas operações.

Então o próprio Granatum é um exemplo de processos que foram automatizados pra ajudar no dia a dia das organizações, dando mais tempo disponível pro negócio poder investir em áreas mais criativas ou em outros processos empíricos e ao mesmo tempo é um processo que nos ajudou a descobrir como nosso cliente gosta de fazer a gestão dos seus, a gestão financeira dos seus negócios né, porque não basta ter só uma ferramenta como todo mundo geralmente usa o Excel, é preciso ter uma maneira de interação diferente com cada tipo de usuário, com cada tipo de necessidade para que aquilo seja efetivo no dia a dia.

E isso a gente consegue observar no Granatum de uma maneira muito interessante e fácil de perceber dezesseis anos depois né. Então isso foi uma construção enorme e por isso que hoje o Granatum inclusive é muito elogiado por esse ponto né, ele consegue se integrar muito bem nas operações, onde parte do processo ou até o processo financeiro inteiro é automatizado.

Mariana Prado:

Muito legal. Quando eu puxei esse tema eu tava aqui pensando muito sobre os nossos processos do dia a dia, e aí ouvir o Matheus contando né de como o próprio Granatum surgiu de uma automação dos nossos processos, de quando o WebGoal nasceu tudo isso fez um boom assim na cabeça né.

E outro aspecto bem importante que a gente sempre fala é sobre testar as coisas antes de automatizar né? Não adianta às vezes a gente querer começar um processo ou começar um ciclo já com ele completamente automático, antes da gente ter testado ali o básico de como ele vai funcionar.

Então a gente sempre tem também esse princípio no nosso dia a dia, principalmente quando a gente fala de atendimento ao cliente, dos passos de CS, de acompanhamento dos nossos clientes né, não adianta a gente querer construir uma régua de e mails gigante ou que construir ali um bot com várias interações, se antes a gente não tiver vivenciado essas interações e aprendido realmente o que que faz sentido dentro de cada fluxo, dentro de cada processo que a gente tá criando.

Então essa parte de testar antes de automatizar é algo que tá aqui, no nosso dia a dia com a gente. No fim das contas, automatizar é sempre sobre escolher aonde a gente vai colocar nossa energia e sobre criar espaço para pensar, errar, testar e sobre não desperdiçar o talento humano com as tarefas que a tecnologia vai poder resolver.

Se você tá ouvindo e pensando em tudo isso, em tudo que o seu time faz repetidamente todos os dias que poderia fazer de forma diferente né, compartilha esse episódio com o pessoal pra inspirar todo mundo também a fazer diferente. Não esqueça de curtir e deixar o seu comentário e a gente se vê no próximo episódio de Código Granatum.

Mariana Prado:

Você está ouvindo Código Granatum, conversas diretas sobre tecnologia cultura e um caixa saudável. Eu sou Mari Prado, do time de Sucesso do Cliente e comigo estão Flávio Logullo e Matheus Haddad, dois dos cofundadores do Granatum.

Nos últimos episódios, a gente conversou sobre o Granatum ter um time enxuto, consequência do nosso modelo de gestão e do nosso olhar atento para o dia a dia. Tem tarefas que a gente faz sem nem pensar, todo dia do mesmo jeito, é como se fizesse parte do nosso DNA de trabalho, mas, e se, a gente se questionasse: será que precisa ser assim?

No Granatum, a gente sempre acreditou que o crescimento não vem de trabalhar mais, ele vem de trabalhar melhor, e isso muitas vezes significa revisar processos e automatizar as tarefas.

E aí que eu pergunto pra vocês, Floz e Matheus, como funciona essa dinâmica no dia a dia do Granatum, pra diferenciar o que que vale a pena ser automatizado e o que que a gente mantém como tá?

Flávio Logullo:

Muito bom. Mais uma vez a gente tá falando de cultura. Mais uma vez. Nascendo de dentro de uma empresa de software, buscando desenvolver software de maneira enxuta, de maneira ágil, a gente teve contato com práticas que levaram a gente a desenvolver esse tipo de pensamento trezentos e sessenta graus né, então a gente passou por treinamentos muito importantes sobre Extreme Programming no começo da nossa empresa, onde levava a gente a entender o que é que a gente precisava produzir, em termos de código que não fossem desnecessários porque o Matheus trouxe os dados do Kyle Report do Kyles report né, em um nos episódios anteriores aí, e esse era um problema que a gente tava investigando.

Se a gente tem 20% só das funcionalidades de um software ou um projeto que que funcione só é 20% aproveitado, então a gente tá produzindo muita coisa desnecessária. E a gente passou por esse exercício, primeiro no software, por isso que antes de tudo o Granatum é uma empresa de software né, a gente tá vendo é os aprendizados eles vem daí. Então a gente passou por exercitar muito esse lugar de não desperdício, de atenção ao que está sendo produzido e essa atenção, de novo, trezentos e sessenta graus e isso a gente expandiu não só pro código, nasce a partir do código, mas para todos os processos então, já citei o Maurício, cito de novo o Maurício, que é ele é uma figura emblemática dentro do Granatum, porque ele sempre está atento ao que se repete.

Então mesmo que quando a gente tá tentando discutir qual é a melhor maneira de repetir aquela coisa, ele fala assim mas por que que a gente tem que repetir aquela coisa, e isso também se dá por conta de tudo que a gente vem falando nos últimos episódios, sobre a atenção que a gente tem que ter na entrega de valor e na eficiência operacional.

A gente nasce sendo financiado por, financiado por nós mesmos, então os recursos financeiros eram escassos, isso obrigatoriamente faz a gente ter o exercício de pensar. Por isso que eu eu sempre passo aos amigos que empreendem quando a gente conversa, essa semana mesmo eu tive algumas conversas, e o papo sempre é esse, que eu eu dou sempre essa dica, eu falo, quando a gente tem abundância de dinheiro de tempo né, quando a gente tem algum tipo de de abundância a gente tende a desperdiçar, seja o que for, e quando a gente delimita e define restrições muito claras, para execução de qualquer coisa que seja, a gente obrigatoriamente tem que pensar melhor em como é que a gente vai executar aquilo.

E dentro do Granatum, está muito relacionado com a observação. Então a gente tem algumas premissas importantes porque também não é, vamos automatizar tudo né, a gente gosta desse contato próximo com cliente, por exemplo, então, vamos colocar um chatbot para conversar com os nossos clientes? Sim, existe um chatbot para conversar com os nossos clientes até determinado ponto, a partir de outro ponto não. Vamos automatizar um determinado processo de marketing? Vamos só até determinado ponto. Então tudo isso parte dessa observação, e de entender o que que é de fato mais valoroso para quem recebe né, os nossos clientes, os nossos fornecedores, quem tá ao nosso redor e pra quem produz o quão é importante ou quanto de valor isso, essas automações geram.

Então o exercício de observação ele também é muito importante nessa etapa para entender o que é que vai ser automatizado o que que não vai ser automatizado.

Matheus Haddad:

Eu acho que para trazer uma visão um pouquinho mais técnica aqui desse ponto de automatização de processos, eu acho que vale lembrar que existem dois tipos principais de processos, aí que a gente lida dentro de uma organização. A gente tem processos definidos, que são aqueles que a gente consegue estabelecer um passo a passo né, o que eu devo fazer, quais são as entradas, quais são as saídas, e esses processos eles podem ser automatizados por software, por exemplo, ou podem ser executados de maneira repetitiva por uma pessoa.

Então o Flávio ele disse bem né, talvez em alguns processos definidos a gente possa automatizar até certo ponto e dali em diante a gente poderia também ter uma pessoa executando as próximas etapas, só que com o diferencial que ela estará atenta a nuances né, a outras possibilidades daquele processo acontecer. Porque existe um outro tipo de processo além dos definidos, que é o processo empírico, que é aquele que a gente descobre como executar enquanto está executando.

Então eu sempre gosto de dar o exemplo de como a gente aprende a andar de bicicleta. Aprender a andar de bicicleta é um processo empírico, cada um descobre de uma forma e por mais que eu tente explicar a minha forma para outra pessoa, não adiantará nada, até o momento que a pessoa tentar por ela mesma aprender a andar de bicicleta.

Então processos empíricos são aqueles onde a criatividade atua mais fortemente, onde a decisão humana, o envolvimento de uma pessoa é determinante para que a gente consiga entender onde está o valor e onde não está o valor. E mesmo em épocas aí da inteligência artificial né, fazendo parte desse processo criativo, em muitos pontos o olhar humano, a sensibilidade, a criatividade ainda será fundamental.

A gente sabe que isso faz muita diferença até retomando esse exemplo que o Flávio trouxe do chatbot né é muito diferente, eu querer resolver um problema simples com o chatbot e talvez isso seja suficiente, ou eu querer discutir um problema mais complexo e querer ter uma outra pessoa do outro lado que entenda minha perspectiva, que perceba o meus sentimentos e que me ajude a encontrar uma solução que de repente não era esperada né e isso pode gerar uma inovação ou até mesmo um novo produto dentro do Granatum.

Então esse equilíbrio entre o que é definido e o que é empírico, com o passar dos anos, a gente viu mudar no mercado. Então antigamente a gente tinha uma predominância ou uma importância maior dos processos definidos, por isso que muitos deles foram automatizados, sejam com máquinas, sejam com software.

Agora de um período pra cá, eu acho que desde quando a gente viu o mercado ficar mais globalizado, a internet se espalhar e tudo mais, a gente começou a observar uma predominância nos negócios dos processos empíricos. E aí, cabe a cultura organizacional lidar com isso, ou seja, envolver as pessoas de uma forma que todas elas coloquem as suas capacidades, as suas capacidades cognitivas né, de resolver problemas, de achar soluções novas e de inovar.

Então nem tudo deve ser automatizado e ainda bem que algumas coisas não serão, porque talvez, alguns pontos, que vão diferenciar uma empresa da outra no futuro, será exatamente a atuação das pessoas de uma maneira não automatizada, mas vivencial, empírica dentro do próprio negócio.

Flávio Logullo:

Esse é o cuidado que a gente teve, a gente tem né muito aqui, porque a gente quer ainda manter apoiado tudo, todo esse processo de aprendizado empírico. E nesse momento vamos falar do mundo, no momento, a gente precisa aprender muito né, estamos numa fase de aprendizado gigante, mas é muito do que do que foi desenvolvido no próprio Granatum está relacionado com essa observação que a gente faz né dentro dos processos de trabalho que acontecem dentro de nós mesmos.

Então quando a gente tem a emissão automática de nota fiscal, a partir de um gatilho, que seja, por exemplo, se o cliente pagou o boleto eu emito a nota fiscal ou eu emito a nota fiscal e aí gera o boleto pro cliente, então esse tipo de automação ele está na ferramenta, mas ele também nasce dentro do Granatum, a partir da nossa observação.

Então nós não temos um um perfil padrão de mercado, aqui dentro a gente tem muito, Maurício fala muito isso né, a gente tem muito esse perfil de, buscar a eficiência operacional a partir de automações. Então tudo que pode ser integrado a gente quer integrar, tudo que pode ser automatizado né, dentro desses processos repetitivos que são possíveis de serem automatizados, a gente quer automatizar.

Justamente porque a gente quer liberar o tempo né, a nossa capacidade de pensamento de exercitar a criatividade, de exercitar essa observação mais profunda dentro dos problemas de investigação de causa raiz. Falei muito sobre isso né, também em outros episódios. A gente quer liberar o nosso tempo, a nossa capacidade humana de executar esse tipo de tarefa que não é automatizada, automatizável pra se dedicar a isso.

Então, eu entendo que isso reverbera de uma maneira geral na qualidade do que a gente entrega pros nossos clientes. Existe um frenesi muito grande quando você cria uma primeira automação que dá muito certo, por exemplo, né o meu processo de cobranças, tinha três pessoas dentro do do processo e eu levava sei lá, cinco dias dessas três pessoas, e existia erro, existia falha humana. Quando você adota, por exemplo, o Granatum e começa a executar isso no no automático, é tão maravilhoso aquilo né, o processo funciona de uma forma tão fluída que você tende a ir pra um lugar de agora eu quero automatizar tudo, e é esse olhar criterioso sobre o que é automatizável e o que não é, eu acho que é bastante importante.

Sempre focando e cada vez mais nessa nossa capacidade de aprender empiricamente né, de fazer observações relacionadas com a nossa própria capacidade de pensamento humano. A gente tem muita essa preocupação aqui dentro do Granatum também e talvez, as decisões sejam muito acertadas porque a premissa já parte desse lugar. Então toda sugestão que o Maurício ou que qualquer outra pessoa do time tenha com relação a automação, sempre leva em consideração que é aquilo que vai ser automatizado.

Porque tudo dá pra automatizar, mas aquilo que vai ser automatizado de alguma forma vai gerar valor internamente pro nosso time também, pra liberar esse tempo, pra começar a ter mais liberdade, para investir mais tempo em pesquisas, em aprendizado, em interações com outras pessoas que tenham mais valor pelo simples fato de não serem automatizáveis.

Mas eu entendo que toda empresa deveria olhar agora nesse momento e buscar se tornar mais eficiente, porque pra nós foi determinante pra gente conseguir, ao longo de dezesseis anos, num mercado altamente competitivo que é o mercado do Granatum, a gente conseguir crescer de forma saudável com as nossas premissas, desenvolvendo um produto excelente, dentro desse mercado competitivo, tem muito a ver com olhar pra o que a gente tá executando e fazer melhorias nos processos que a gente tem da melhor maneira.

Então fazendo essas automatizações, criando esse espaço, criando essa eficiência, dentro do nosso próprio negócio. Isso foi determinante pra gente conseguir executar o nosso negócio com várias restrições financeiras, restrições de tempo, restrições de pessoas né, de time, de fazer escolhas, a gente vai fazer uma melhoria processual aqui, com automações ou a gente vai montar um time de execução?

Porque é interessante pensar, às vezes a gente leva o debate para um lugar de as automações estão tirando emprego das pessoas a gente tá sendo eficiente e não tá dando espaço pras pessoas, mas ao mesmo tempo, a repetição mecânica faz com que toda a capacidade humana seja absolutamente subestimada e isso também não é saudável pro ser humano, isso também não é bom pra quem tá ali fazendo aquela tarefa repetitiva que invariavelmente será substituída por um robô ou por uma automação qualquer.

Não é saudável pra ninguém e é desperdício né da capacidade humana. Se a gente não olhar nesse momento mesmo e entender que a produtividade pode também ser um gatilho pra gente ter pessoas mais felizes e mais produtivas dentro do nosso próprio negócio.

Matheus Haddad:

Eu vou dar um monte de passos pra trás agora e lembrar que, lá no início da WebGoal, a gente precisava controlar as nossas finanças, não é? Era uma empresa nascente, a gente tinha ali poucos clientes, muito pouco dinheiro, mas a gente precisava contar os centavos ali pra conseguir deixar nossa operação em dia e ter um fluxo de caixa positivo.

Então naquela época a gente começou a fazer um controle de uma maneira muito incipiente usando algumas planilhas né e aprendendo aí as teorias e as práticas relacionadas com gestão financeira de uma empresa. E a partir da vivência desse processo de controle financeiro, a gente criou um sistema de controle financeiro que automatiza esse controle, que automatiza a consolidação desses resultados financeiros para que a gente pudesse ter mais disponibilidade de tempo para o próprio negócio, esse sistema veio a ser o Granatum.

Então o Granatum, ele já é uma sistematização, uma automação da parte essencial, da parte principal da gestão financeira de um negócio. E aí a gente teve um outro desafio com o Granatum, depois que a gente resolveu transformá-lo num produto e comercializá-lo com outras empresas, que foi conhecer como o Granatum impactaria o dia a dia das operações dessas empresas e a vida das pessoas que iriam operar ou estar de alguma forma relacionada com o Granatum no dia a dia daquela empresa.

E isso tem a ver com a experiência de uso, que é um processo totalmente empírico, porque depende de cada usuário, depende de cada contexto, depende de cada situação, depende de cada problema a ser resolvido com ajuda do Granatum. E aí passamos anos a fio, aprendendo não só com a gente mesmo, porque a gente também é usuário do Granatum desde o início, mas com os primeiros clientes que puderam, a partir de feedbacks, nos orientar a respeito de como deveríamos estabelecer as interfaces ou criar os processos para que eles pudessem ser mais eficientes e puderem ser automatizados consequentemente nas suas operações.

Então o próprio Granatum é um exemplo de processos que foram automatizados pra ajudar no dia a dia das organizações, dando mais tempo disponível pro negócio poder investir em áreas mais criativas ou em outros processos empíricos e ao mesmo tempo é um processo que nos ajudou a descobrir como nosso cliente gosta de fazer a gestão dos seus, a gestão financeira dos seus negócios né, porque não basta ter só uma ferramenta como todo mundo geralmente usa o Excel, é preciso ter uma maneira de interação diferente com cada tipo de usuário, com cada tipo de necessidade para que aquilo seja efetivo no dia a dia.

E isso a gente consegue observar no Granatum de uma maneira muito interessante e fácil de perceber dezesseis anos depois né. Então isso foi uma construção enorme e por isso que hoje o Granatum inclusive é muito elogiado por esse ponto né, ele consegue se integrar muito bem nas operações, onde parte do processo ou até o processo financeiro inteiro é automatizado.

Mariana Prado:

Muito legal. Quando eu puxei esse tema eu tava aqui pensando muito sobre os nossos processos do dia a dia, e aí ouvir o Matheus contando né de como o próprio Granatum surgiu de uma automação dos nossos processos, de quando o WebGoal nasceu tudo isso fez um boom assim na cabeça né.

E outro aspecto bem importante que a gente sempre fala é sobre testar as coisas antes de automatizar né? Não adianta às vezes a gente querer começar um processo ou começar um ciclo já com ele completamente automático, antes da gente ter testado ali o básico de como ele vai funcionar.

Então a gente sempre tem também esse princípio no nosso dia a dia, principalmente quando a gente fala de atendimento ao cliente, dos passos de CS, de acompanhamento dos nossos clientes né, não adianta a gente querer construir uma régua de e mails gigante ou que construir ali um bot com várias interações, se antes a gente não tiver vivenciado essas interações e aprendido realmente o que que faz sentido dentro de cada fluxo, dentro de cada processo que a gente tá criando.

Então essa parte de testar antes de automatizar é algo que tá aqui, no nosso dia a dia com a gente. No fim das contas, automatizar é sempre sobre escolher aonde a gente vai colocar nossa energia e sobre criar espaço para pensar, errar, testar e sobre não desperdiçar o talento humano com as tarefas que a tecnologia vai poder resolver.

Se você tá ouvindo e pensando em tudo isso, em tudo que o seu time faz repetidamente todos os dias que poderia fazer de forma diferente né, compartilha esse episódio com o pessoal pra inspirar todo mundo também a fazer diferente. Não esqueça de curtir e deixar o seu comentário e a gente se vê no próximo episódio de Código Granatum.

Mariana Prado:

Você está ouvindo Código Granatum, conversas diretas sobre tecnologia cultura e um caixa saudável. Eu sou Mari Prado, do time de Sucesso do Cliente e comigo estão Flávio Logullo e Matheus Haddad, dois dos cofundadores do Granatum.

Nos últimos episódios, a gente conversou sobre o Granatum ter um time enxuto, consequência do nosso modelo de gestão e do nosso olhar atento para o dia a dia. Tem tarefas que a gente faz sem nem pensar, todo dia do mesmo jeito, é como se fizesse parte do nosso DNA de trabalho, mas, e se, a gente se questionasse: será que precisa ser assim?

No Granatum, a gente sempre acreditou que o crescimento não vem de trabalhar mais, ele vem de trabalhar melhor, e isso muitas vezes significa revisar processos e automatizar as tarefas.

E aí que eu pergunto pra vocês, Floz e Matheus, como funciona essa dinâmica no dia a dia do Granatum, pra diferenciar o que que vale a pena ser automatizado e o que que a gente mantém como tá?

Flávio Logullo:

Muito bom. Mais uma vez a gente tá falando de cultura. Mais uma vez. Nascendo de dentro de uma empresa de software, buscando desenvolver software de maneira enxuta, de maneira ágil, a gente teve contato com práticas que levaram a gente a desenvolver esse tipo de pensamento trezentos e sessenta graus né, então a gente passou por treinamentos muito importantes sobre Extreme Programming no começo da nossa empresa, onde levava a gente a entender o que é que a gente precisava produzir, em termos de código que não fossem desnecessários porque o Matheus trouxe os dados do Kyle Report do Kyles report né, em um nos episódios anteriores aí, e esse era um problema que a gente tava investigando.

Se a gente tem 20% só das funcionalidades de um software ou um projeto que que funcione só é 20% aproveitado, então a gente tá produzindo muita coisa desnecessária. E a gente passou por esse exercício, primeiro no software, por isso que antes de tudo o Granatum é uma empresa de software né, a gente tá vendo é os aprendizados eles vem daí. Então a gente passou por exercitar muito esse lugar de não desperdício, de atenção ao que está sendo produzido e essa atenção, de novo, trezentos e sessenta graus e isso a gente expandiu não só pro código, nasce a partir do código, mas para todos os processos então, já citei o Maurício, cito de novo o Maurício, que é ele é uma figura emblemática dentro do Granatum, porque ele sempre está atento ao que se repete.

Então mesmo que quando a gente tá tentando discutir qual é a melhor maneira de repetir aquela coisa, ele fala assim mas por que que a gente tem que repetir aquela coisa, e isso também se dá por conta de tudo que a gente vem falando nos últimos episódios, sobre a atenção que a gente tem que ter na entrega de valor e na eficiência operacional.

A gente nasce sendo financiado por, financiado por nós mesmos, então os recursos financeiros eram escassos, isso obrigatoriamente faz a gente ter o exercício de pensar. Por isso que eu eu sempre passo aos amigos que empreendem quando a gente conversa, essa semana mesmo eu tive algumas conversas, e o papo sempre é esse, que eu eu dou sempre essa dica, eu falo, quando a gente tem abundância de dinheiro de tempo né, quando a gente tem algum tipo de de abundância a gente tende a desperdiçar, seja o que for, e quando a gente delimita e define restrições muito claras, para execução de qualquer coisa que seja, a gente obrigatoriamente tem que pensar melhor em como é que a gente vai executar aquilo.

E dentro do Granatum, está muito relacionado com a observação. Então a gente tem algumas premissas importantes porque também não é, vamos automatizar tudo né, a gente gosta desse contato próximo com cliente, por exemplo, então, vamos colocar um chatbot para conversar com os nossos clientes? Sim, existe um chatbot para conversar com os nossos clientes até determinado ponto, a partir de outro ponto não. Vamos automatizar um determinado processo de marketing? Vamos só até determinado ponto. Então tudo isso parte dessa observação, e de entender o que que é de fato mais valoroso para quem recebe né, os nossos clientes, os nossos fornecedores, quem tá ao nosso redor e pra quem produz o quão é importante ou quanto de valor isso, essas automações geram.

Então o exercício de observação ele também é muito importante nessa etapa para entender o que é que vai ser automatizado o que que não vai ser automatizado.

Matheus Haddad:

Eu acho que para trazer uma visão um pouquinho mais técnica aqui desse ponto de automatização de processos, eu acho que vale lembrar que existem dois tipos principais de processos, aí que a gente lida dentro de uma organização. A gente tem processos definidos, que são aqueles que a gente consegue estabelecer um passo a passo né, o que eu devo fazer, quais são as entradas, quais são as saídas, e esses processos eles podem ser automatizados por software, por exemplo, ou podem ser executados de maneira repetitiva por uma pessoa.

Então o Flávio ele disse bem né, talvez em alguns processos definidos a gente possa automatizar até certo ponto e dali em diante a gente poderia também ter uma pessoa executando as próximas etapas, só que com o diferencial que ela estará atenta a nuances né, a outras possibilidades daquele processo acontecer. Porque existe um outro tipo de processo além dos definidos, que é o processo empírico, que é aquele que a gente descobre como executar enquanto está executando.

Então eu sempre gosto de dar o exemplo de como a gente aprende a andar de bicicleta. Aprender a andar de bicicleta é um processo empírico, cada um descobre de uma forma e por mais que eu tente explicar a minha forma para outra pessoa, não adiantará nada, até o momento que a pessoa tentar por ela mesma aprender a andar de bicicleta.

Então processos empíricos são aqueles onde a criatividade atua mais fortemente, onde a decisão humana, o envolvimento de uma pessoa é determinante para que a gente consiga entender onde está o valor e onde não está o valor. E mesmo em épocas aí da inteligência artificial né, fazendo parte desse processo criativo, em muitos pontos o olhar humano, a sensibilidade, a criatividade ainda será fundamental.

A gente sabe que isso faz muita diferença até retomando esse exemplo que o Flávio trouxe do chatbot né é muito diferente, eu querer resolver um problema simples com o chatbot e talvez isso seja suficiente, ou eu querer discutir um problema mais complexo e querer ter uma outra pessoa do outro lado que entenda minha perspectiva, que perceba o meus sentimentos e que me ajude a encontrar uma solução que de repente não era esperada né e isso pode gerar uma inovação ou até mesmo um novo produto dentro do Granatum.

Então esse equilíbrio entre o que é definido e o que é empírico, com o passar dos anos, a gente viu mudar no mercado. Então antigamente a gente tinha uma predominância ou uma importância maior dos processos definidos, por isso que muitos deles foram automatizados, sejam com máquinas, sejam com software.

Agora de um período pra cá, eu acho que desde quando a gente viu o mercado ficar mais globalizado, a internet se espalhar e tudo mais, a gente começou a observar uma predominância nos negócios dos processos empíricos. E aí, cabe a cultura organizacional lidar com isso, ou seja, envolver as pessoas de uma forma que todas elas coloquem as suas capacidades, as suas capacidades cognitivas né, de resolver problemas, de achar soluções novas e de inovar.

Então nem tudo deve ser automatizado e ainda bem que algumas coisas não serão, porque talvez, alguns pontos, que vão diferenciar uma empresa da outra no futuro, será exatamente a atuação das pessoas de uma maneira não automatizada, mas vivencial, empírica dentro do próprio negócio.

Flávio Logullo:

Esse é o cuidado que a gente teve, a gente tem né muito aqui, porque a gente quer ainda manter apoiado tudo, todo esse processo de aprendizado empírico. E nesse momento vamos falar do mundo, no momento, a gente precisa aprender muito né, estamos numa fase de aprendizado gigante, mas é muito do que do que foi desenvolvido no próprio Granatum está relacionado com essa observação que a gente faz né dentro dos processos de trabalho que acontecem dentro de nós mesmos.

Então quando a gente tem a emissão automática de nota fiscal, a partir de um gatilho, que seja, por exemplo, se o cliente pagou o boleto eu emito a nota fiscal ou eu emito a nota fiscal e aí gera o boleto pro cliente, então esse tipo de automação ele está na ferramenta, mas ele também nasce dentro do Granatum, a partir da nossa observação.

Então nós não temos um um perfil padrão de mercado, aqui dentro a gente tem muito, Maurício fala muito isso né, a gente tem muito esse perfil de, buscar a eficiência operacional a partir de automações. Então tudo que pode ser integrado a gente quer integrar, tudo que pode ser automatizado né, dentro desses processos repetitivos que são possíveis de serem automatizados, a gente quer automatizar.

Justamente porque a gente quer liberar o tempo né, a nossa capacidade de pensamento de exercitar a criatividade, de exercitar essa observação mais profunda dentro dos problemas de investigação de causa raiz. Falei muito sobre isso né, também em outros episódios. A gente quer liberar o nosso tempo, a nossa capacidade humana de executar esse tipo de tarefa que não é automatizada, automatizável pra se dedicar a isso.

Então, eu entendo que isso reverbera de uma maneira geral na qualidade do que a gente entrega pros nossos clientes. Existe um frenesi muito grande quando você cria uma primeira automação que dá muito certo, por exemplo, né o meu processo de cobranças, tinha três pessoas dentro do do processo e eu levava sei lá, cinco dias dessas três pessoas, e existia erro, existia falha humana. Quando você adota, por exemplo, o Granatum e começa a executar isso no no automático, é tão maravilhoso aquilo né, o processo funciona de uma forma tão fluída que você tende a ir pra um lugar de agora eu quero automatizar tudo, e é esse olhar criterioso sobre o que é automatizável e o que não é, eu acho que é bastante importante.

Sempre focando e cada vez mais nessa nossa capacidade de aprender empiricamente né, de fazer observações relacionadas com a nossa própria capacidade de pensamento humano. A gente tem muita essa preocupação aqui dentro do Granatum também e talvez, as decisões sejam muito acertadas porque a premissa já parte desse lugar. Então toda sugestão que o Maurício ou que qualquer outra pessoa do time tenha com relação a automação, sempre leva em consideração que é aquilo que vai ser automatizado.

Porque tudo dá pra automatizar, mas aquilo que vai ser automatizado de alguma forma vai gerar valor internamente pro nosso time também, pra liberar esse tempo, pra começar a ter mais liberdade, para investir mais tempo em pesquisas, em aprendizado, em interações com outras pessoas que tenham mais valor pelo simples fato de não serem automatizáveis.

Mas eu entendo que toda empresa deveria olhar agora nesse momento e buscar se tornar mais eficiente, porque pra nós foi determinante pra gente conseguir, ao longo de dezesseis anos, num mercado altamente competitivo que é o mercado do Granatum, a gente conseguir crescer de forma saudável com as nossas premissas, desenvolvendo um produto excelente, dentro desse mercado competitivo, tem muito a ver com olhar pra o que a gente tá executando e fazer melhorias nos processos que a gente tem da melhor maneira.

Então fazendo essas automatizações, criando esse espaço, criando essa eficiência, dentro do nosso próprio negócio. Isso foi determinante pra gente conseguir executar o nosso negócio com várias restrições financeiras, restrições de tempo, restrições de pessoas né, de time, de fazer escolhas, a gente vai fazer uma melhoria processual aqui, com automações ou a gente vai montar um time de execução?

Porque é interessante pensar, às vezes a gente leva o debate para um lugar de as automações estão tirando emprego das pessoas a gente tá sendo eficiente e não tá dando espaço pras pessoas, mas ao mesmo tempo, a repetição mecânica faz com que toda a capacidade humana seja absolutamente subestimada e isso também não é saudável pro ser humano, isso também não é bom pra quem tá ali fazendo aquela tarefa repetitiva que invariavelmente será substituída por um robô ou por uma automação qualquer.

Não é saudável pra ninguém e é desperdício né da capacidade humana. Se a gente não olhar nesse momento mesmo e entender que a produtividade pode também ser um gatilho pra gente ter pessoas mais felizes e mais produtivas dentro do nosso próprio negócio.

Matheus Haddad:

Eu vou dar um monte de passos pra trás agora e lembrar que, lá no início da WebGoal, a gente precisava controlar as nossas finanças, não é? Era uma empresa nascente, a gente tinha ali poucos clientes, muito pouco dinheiro, mas a gente precisava contar os centavos ali pra conseguir deixar nossa operação em dia e ter um fluxo de caixa positivo.

Então naquela época a gente começou a fazer um controle de uma maneira muito incipiente usando algumas planilhas né e aprendendo aí as teorias e as práticas relacionadas com gestão financeira de uma empresa. E a partir da vivência desse processo de controle financeiro, a gente criou um sistema de controle financeiro que automatiza esse controle, que automatiza a consolidação desses resultados financeiros para que a gente pudesse ter mais disponibilidade de tempo para o próprio negócio, esse sistema veio a ser o Granatum.

Então o Granatum, ele já é uma sistematização, uma automação da parte essencial, da parte principal da gestão financeira de um negócio. E aí a gente teve um outro desafio com o Granatum, depois que a gente resolveu transformá-lo num produto e comercializá-lo com outras empresas, que foi conhecer como o Granatum impactaria o dia a dia das operações dessas empresas e a vida das pessoas que iriam operar ou estar de alguma forma relacionada com o Granatum no dia a dia daquela empresa.

E isso tem a ver com a experiência de uso, que é um processo totalmente empírico, porque depende de cada usuário, depende de cada contexto, depende de cada situação, depende de cada problema a ser resolvido com ajuda do Granatum. E aí passamos anos a fio, aprendendo não só com a gente mesmo, porque a gente também é usuário do Granatum desde o início, mas com os primeiros clientes que puderam, a partir de feedbacks, nos orientar a respeito de como deveríamos estabelecer as interfaces ou criar os processos para que eles pudessem ser mais eficientes e puderem ser automatizados consequentemente nas suas operações.

Então o próprio Granatum é um exemplo de processos que foram automatizados pra ajudar no dia a dia das organizações, dando mais tempo disponível pro negócio poder investir em áreas mais criativas ou em outros processos empíricos e ao mesmo tempo é um processo que nos ajudou a descobrir como nosso cliente gosta de fazer a gestão dos seus, a gestão financeira dos seus negócios né, porque não basta ter só uma ferramenta como todo mundo geralmente usa o Excel, é preciso ter uma maneira de interação diferente com cada tipo de usuário, com cada tipo de necessidade para que aquilo seja efetivo no dia a dia.

E isso a gente consegue observar no Granatum de uma maneira muito interessante e fácil de perceber dezesseis anos depois né. Então isso foi uma construção enorme e por isso que hoje o Granatum inclusive é muito elogiado por esse ponto né, ele consegue se integrar muito bem nas operações, onde parte do processo ou até o processo financeiro inteiro é automatizado.

Mariana Prado:

Muito legal. Quando eu puxei esse tema eu tava aqui pensando muito sobre os nossos processos do dia a dia, e aí ouvir o Matheus contando né de como o próprio Granatum surgiu de uma automação dos nossos processos, de quando o WebGoal nasceu tudo isso fez um boom assim na cabeça né.

E outro aspecto bem importante que a gente sempre fala é sobre testar as coisas antes de automatizar né? Não adianta às vezes a gente querer começar um processo ou começar um ciclo já com ele completamente automático, antes da gente ter testado ali o básico de como ele vai funcionar.

Então a gente sempre tem também esse princípio no nosso dia a dia, principalmente quando a gente fala de atendimento ao cliente, dos passos de CS, de acompanhamento dos nossos clientes né, não adianta a gente querer construir uma régua de e mails gigante ou que construir ali um bot com várias interações, se antes a gente não tiver vivenciado essas interações e aprendido realmente o que que faz sentido dentro de cada fluxo, dentro de cada processo que a gente tá criando.

Então essa parte de testar antes de automatizar é algo que tá aqui, no nosso dia a dia com a gente. No fim das contas, automatizar é sempre sobre escolher aonde a gente vai colocar nossa energia e sobre criar espaço para pensar, errar, testar e sobre não desperdiçar o talento humano com as tarefas que a tecnologia vai poder resolver.

Se você tá ouvindo e pensando em tudo isso, em tudo que o seu time faz repetidamente todos os dias que poderia fazer de forma diferente né, compartilha esse episódio com o pessoal pra inspirar todo mundo também a fazer diferente. Não esqueça de curtir e deixar o seu comentário e a gente se vê no próximo episódio de Código Granatum.